segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
OFELIA-JOHN EVERETT MILLAIS-POEMA ARTHUR RIMBAUD

OFELIA
I
En las aguas profundas que acunan las estrellas,
blanca y cándida, Ofelia flota como un gran lirio,
flota tan lentamente, recostada en sus velos...
cuando tocan a muerte en el bosque lejano.
Hace ya miles de años que la pálida Ofelia
pasa, fantasma blanco por el gran río negro;
más de mil años ya que su suave locura
murmura su tonada en el aire nocturno.
El viento, cual corola, sus senos acaricia
y despliega, acunado, su velamen azul;
los sauces temblorosos lloran contra sus hombros
y por su frente en sueños, la espadaña se pliega.
Los rizados nenúfares suspiran a su lado,
mientras ella despierta, en el dormido aliso,
un nido del que surge un mínimo temblor...
y un canto, en oros, cae del cielo misterioso.
II
¡Oh tristísima Ofelia, bella como la nieve,
muerta cuando eras niña, llevada por el río!
Y es que los fríos vientos que caen de Noruega
te habían susurrado la adusta libertad.
Y es que un arcano soplo, al blandir tu melena,
en tu mente traspuesta metió voces extrañas;
y es que tu corazón escuchaba el lamento
de la Naturaleza –son de árboles y noches.
Y es que la voz del mar, como inmenso jadeo
rompió tu corazón manso y tierno de niña;
y es que un día de abril, un bello infante pálido,
un loco miserioso, a tus pies se sentó.
Cielo, Amor, Libertad: ¡qué sueño, oh pobre Loca! .
Te fundías en él como nieve en el fuego;
tus visiones, enormes, ahogaban tu palabra.
–Y el terrible Infinito espantó tu ojo azul.
III
Y el poeta nos dice que en la noche estrellada
vienes a recoger las flores que cortaste ,
y que ha visto en el agua, recostada en sus velos,
a la cándida Ofelia flotar, como un gran lis
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
terça-feira, 17 de novembro de 2009
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
TIRA "SUBÚRBIO"

“A thing of beauty is a joy for ever:
Its loveliness increases; it will never
Pass into nothingness; but still will keep
A bower quiet for us, and a sleep
Full of sweet dreams, and health, and quiet breathing.
Therefore, on every morrow, are we wreathing
A flowery band to bind us to the earth,
Spite of despondence, of the inhuman dearth
Of noble natures, of the gloomy days,
Of all the unhealthy and o’er-darkened ways
Made for our searching: yes, in spite of all,
Some shape of beauty moves away the pall
From our dark spirits. Such the sun, the moon,
Trees old and young sprouting a shady boon
For simple sheep; and such are daffodils
With the green world they live in; and clear rills
That for themselves a cooling covert make,
‘Gainst the hot season; the mid forest brake,
Rich with a sprinkling of fair musk-rose blooms:
And such too is the grandeur of the dooms
We have imagined for th mighty dead;
All lovely tales that we have heard or read:
An endless fountain of immortal drink,
Pouring unto us from the heaven’s brink.”
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
LIVRARIA HQMIX NO ESPAÇO NOIR-RUA AUGUSTA,331-

Quadrinhos
Livraria HQ Mix lança filial e terá várias sessões de autógrafos nos próximos dias
Guy Delisle autografa Shenzhen nesta quarta-feira na abertura da HQ Mix Noir
13/10/2009Érico Assis
A comics shop HQ Mix vai abrir filial na cidade de São Paulo. A inauguração é nesta quarta-feira, dia 14, a partir das 19h30. A nova loja se chama HQ Mix Noir e fica na Rua Augusta, 331.
Durante o lançamento, o quadrinista Guy Delisle (Pyongyang, Crônicas Birmanesas) estará presente para o lançamento de seu novo livro, Shenzhen. Tanto a loja matriz quanto a filial terão uma série de lançamentos e sessões de autógrafos esta semana. Confira a lista:
Quarta-feira, dia 14/10: Shenzhen, de Guy Delisle, e lançamento da filial HQ Mix Noir;
Quinta-feira, dia 15/10: O Mundo Medelévio e o Planeta Telúria, de João Marcos, e Foices e Facões: A Batalha do Jenipapo, de Bernardo Aurélio e Caio Oliveira (HQ Mix matriz)
Sexta-feira, dia 16/10: Barack Race and the Media e outros livros de David Brown (HQ Mix Noir);
Sábado, dia 17/10: Quadrinhos na Educação, de Paulo Ramos e Waldomiro Vergueiro (HQ Mix matriz)
sábado, 10 de outubro de 2009
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
terça-feira, 29 de setembro de 2009
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
LANÇAMENTO DA REVISTA SUBVERSOS # 4-LIVRARIA NONAARTE,EM MOGI DAS CRUZES.


Olá!
Para quem estava sentindo saudades dos eventos da NONA ARTE, segue a programação do próximo, que conta com o lançamentos de duas super revistas entre outras novidades:
DIA 03/10/2009
A EACV (escola de arte) montará uma sala de aula dentro da NONA ARTE! Teremos aulas de HQ (das 10:00 às 14:00h) e Desenho e Ilustração (das 14:00 às 18:00h). As aulas experimentais, serão abertas para quem quiser participar, pessoas interessadas em fazer os cursos posteriormente, ganharão descontos especiais!
Haverá um bate papo com o roteirista Ranulfo (FRONT) e os desenhista Marco Aurélio e Pedro Caraça (a partir das 18:00h)- Nesse bate papo, sairá uma ou mais páginas de um roteiro!
DIA 04/10/2009
Bate papo sobre quadrinhos autorais com Daniel Esteves (Nanquim Descartável), Alexendre Manoel e Akira Sanoki (Subversos) e mais convidados (a partir das 16:00h);
Lançamento da 3ª edição da Nanquim Descartável de Daniel Esteves (ganhador do Prêmio HQMIX), com direito a autógrafos
Lançamento da 4ª Edição da revista Subversos, de Akira Sanoki, Alexandre Manoel e Igor Shin, que tambem estarão la autografando o trabalho.
Enquanto rola o bate papo e os lançamentos o ilustrador Pedro Caraça (Front), pintará um quadro, que será a primeira página da nossa HQ!
Nos Dois dias a loja funcionará das 10:00 às 20:00h e teremos Promoções imperdíveis! APROVEITEM!!!!
terça-feira, 22 de setembro de 2009
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
MONGA A MULHER GORILA(GUAL E JAL-1988)

MONGA A MULHER GORILA envolvia a nata do desenho brasileiro quando foi lançada no final dos anos 80. Trazia Guto Lacaz, Spacca, Jal, Marcatti, Antonio Pinto, Fortuna e outros. Fortuna fez inclusive o encarte "formato catecismo" com Trudes a Gata. O ponto alto desta revista foi a reprodução de uma história original de Péricles e "O Amigo da Onça" em O Caixeiro Viajante. Não tinha nada de erótico, mas remontava a nostalgia de "O Cruzeiro" deixada nos idos de 1950 e 1960. Editoral Press. Número 1, 52 páginas.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
CESARE PAVESE-TRABALHAR CANSA
Poema de Cesare Pavese TRADUÇÃO DE MAURO SANTANA DIAS
TRABALHAR CANSA Travessar uma rua fugindo de casa só um menino o faria, mas este homem que passa todo o dia nas ruas não é mais menino e não foge de casa. Em pleno verão, até as praças se tornam vazias de tarde, deitadas sob o sol que começa a cair, e este homem que chega por um parque de plantas inúteis detém-se. Vale a pena ser só para estar cada vez mais sozinho? Simplesmente vagar, pois as praças e ruas estão ermas. Forçoso é abordar uma mulher e falar-lhe e fazê-la viver com você. Do contrário, se fala sozinho. É por isso que às vezes algum bêbado à noite dispara discursos e repassa os projetos de toda sua vida. Certamente não é esperando na praça deserta que se encontram pessoas, mas quem anda nas ruas se detém vez ou outra. Estivessem a dois, mesmo andando na rua, sua casa estaria onde está a mulher. Valeria a pena. Mas de noite essa praça retorna ao vazio e este homem que passa não vê as fachadas entre luzes inúteis nem ergue seus olhos: sente só o ladrilho que outros homens fizeram com mãos secas e duras, assim como as suas. Não é justo deixar-se na praça deserta. Com certeza há de andar pela rua a mulher que, chamada, viria ajudar com a casa.
TRABALHAR CANSA Travessar uma rua fugindo de casa só um menino o faria, mas este homem que passa todo o dia nas ruas não é mais menino e não foge de casa. Em pleno verão, até as praças se tornam vazias de tarde, deitadas sob o sol que começa a cair, e este homem que chega por um parque de plantas inúteis detém-se. Vale a pena ser só para estar cada vez mais sozinho? Simplesmente vagar, pois as praças e ruas estão ermas. Forçoso é abordar uma mulher e falar-lhe e fazê-la viver com você. Do contrário, se fala sozinho. É por isso que às vezes algum bêbado à noite dispara discursos e repassa os projetos de toda sua vida. Certamente não é esperando na praça deserta que se encontram pessoas, mas quem anda nas ruas se detém vez ou outra. Estivessem a dois, mesmo andando na rua, sua casa estaria onde está a mulher. Valeria a pena. Mas de noite essa praça retorna ao vazio e este homem que passa não vê as fachadas entre luzes inúteis nem ergue seus olhos: sente só o ladrilho que outros homens fizeram com mãos secas e duras, assim como as suas. Não é justo deixar-se na praça deserta. Com certeza há de andar pela rua a mulher que, chamada, viria ajudar com a casa.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
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sexta-feira, 6 de março de 2009
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